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terça-feira, 2 de abril de 2013

Indicação de César Borges muda jogo político na Bahia, diz líder oposicionista



Indicação de César Borges muda jogo político na Bahia, diz líder oposicionista
Elmar aposta em possível candidatura de Borges na majoritária |Foto: BN
Elmar aposta em possível candidatura de Borges na majoritária |Foto: BN
O líder da bancada oposicionista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Elmar Nascimento (PR), afirmou nesta segunda-feira (1º) que a indicação do presidente estadual do seu partido, César Borges (PR), ao cargo de ministro dos Transportes não mudará a sua atual posição. Para o parlamentar, o comandante republicano apenas subirá mais um degrau no governo da presidente Dilma Rousseff (PT). “César Borges já ocupava cargo federal. Ele era vice-presidente do Banco do Brasil e, em função disso, nunca me chamou para mudar de posição. Ele vai ocupar apenas um cargo mais importante, que foi uma indicação do partido, e não tem nada a ver com a Bahia. Na eleição passada [2010], Geddel era ministro [da Integração Nacional] e disputou contra [Jaques] Wagner. Pela competência de César, pela sua qualificação e experiência, ele vai destravar obras importantes para o nosso estado e isso vai credenciá-lo a voltar ao jogo político, provavelmente disputando a eleição majoritária para governador ou senador. Não tenha dúvida de que o nome dele estará fortalecido para a próxima eleição. E aí muda para o nosso partido”, apostou, em entrevista ao Bahia Notícias.
Apesar do otimismo, Elmar afirmou que se o PR oficializar a adesão à base de apoio do governador Jaques Wagner (PT), a sua possível saída da sigla, que já foi anunciada, deverá caminhar a passos largos. “Nós nunca tratamos o assunto de compor o governo do Estado. Se isso for tratado, eu sairei do partido, claro. Não pretendo criar constrangimento. Agora, enquanto não for chamado, não tem porquê. Nós temos até setembro para resolver isso. E com a mesma franqueza de sempre, tenho amizade, respeito e admiração muito grande pelo [ex] senador César Borges por conduzir o partido de forma muito democrática. Eu entendo as posições dele e ele sempre entendeu as minhas. Se eventualmente ele e a maioria do partido entender que tem que passar a ser governo [estadual], eu serei obrigado a sair”, confirmou, embora a sigla já chefie a Companhia de Deselvolvimento do Estado (Conder). O deputado Sandro Régis (PR) foi na mesma linha de raciocínio do seu colega e líder de bancada, e afirmou que a postura na AL-BA não sofrerá modificações com a indicação de Borges para compor o primeiro escalão do governo petista. “Vamos aguardar. O PR na Assembleia é uma coisa e o PR em nível federal é outra. Até agora não se sabe o que vai acontecer, porque ninguém falou nada com a gente”, disse. O Bahia Notícias tentou contato ainda com o secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza de Salvador (Semps), Maurício Trindade (PR), deputado federal licenciado e insatisfeito com Borges, mas os telefonemas não foram atendidos.
Tanto Trindade, quanto Elmar e Régis já anunciaram a desfiliação da legenda. Os dois parlamentares estaduais, inclusive, já deram entrada com um pedido de justa causa na Justiça Eleitoral baiana para deixarem a sigla sem perder os mandatos. Na época, um dos principais motivos para a aceleração da debandada dos políticos das arestas republicanas na Bahia, sob o comando de Borges, foi o apoio da legenda ao candidato petista derrotado nas eleições do ano passado em Salvador, deputado Nelson Pelegrino. Trindade, Elmar e Régis aderiram à campanha do adversário e postulante vitorioso ACM Neto (DEM).
fonte: bn

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Adailton Santana.

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