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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

As correntes do medo

Será o prenúncio do fim de um modelo arcaico de governar?

A imagem acima ilustra bem o descontentamento de um povo que está cansado de sofrer e de carregar as armaduras de um sistema arcaico de resgate de uma história de sofrimento e desmandos, do velho coronelismo e governo maquiavélico. Salários atrasados, benefícios cortados, atendimento na saúde pública resumido a longas horas de espera para se conseguir uma receita médica quando não se padece no último suspiro de vida.

Essa é a realidade do município de Uauá, Norte do Estado. São vários fatores que sucedem numa sequência sem precedentes em toda a história.

Serviços públicos sucateados, a ausência de produtos da agricultura familiar nas escolas, a malandragem das licitações montadas, a nomeação e desvios de função no exercício de órgão público para particular, a permanência de servidores e de salários fantasmas, a maquiagem de quadras, escolas e de algumas pedras de calçamento só para dizer que está em movimento, mas por outro lado, a velha governança de favorecimentos quem sabe, pode ter acabado?!

Tudo isso só tem fundamento pela existência das velhas correntes do medo. Medo de falar, medo de protestar, só para manter um mísero salário. Mas é preciso, pois do contrário, como manter o pão na mesa?São anos de individualismo absoluto, retrocesso e calamidade em um município que está na UTI. Como libertar-se dessa corrente? Enquanto houver o pensamento somente em si, sempre haverá a teia dos fios da barba do velho coronelismo.

É o jogo da conivência, do favor político e de tantos políticos canalhas que assolam os cofres públicos e deixam a cidade acorrentada pelo saco de cimento ou pela ordem de um benefício ilusório.

O que dizer de uma cidade sem uma única rua pavimentada, que as que dispõem em paralelepípedo se molham com esgoto a céu aberto, as novas ruas construídas, bocas de lobo tampado com tampas improvisadas e ruas interrompidas com brita e areia que seriam utilizadas para finalizar a construção de ruas em que todo o repasse entrou nos cofres do município e por anos essas obras passam de gestão pra outra.

Tantos furtos no comércio local, assalto a mão armada em plena luz do dia no campo e na cidade, tantos outros na calada da noite, fazem de Uauá uma cidade insegura.

A agência do Banco do Brasil no centro da cidade também está acorrentada, limitado a um atendimento precário.

Quebram-se, deixa como  está ou retiram-se as correntes?

O vice-prefeito e atual secretário  que  tem a alçada de resolver esse  impasse, recentemente empossado, diz que sim. Será se o prefeito também dirá? Isso só depende deles, nossos governantes.

Será que a cidade amanheceu acordada, e se cansou de tanta perseguição? Pelas barbas do velho coronel, cada fio branco insinua uma nova jornada. Ao menos no Legislativo já se vê incerteza. Presidente eleito pode dificultar as coisas se vier a tomar decisão em um empate de votações de projeto na Câmara, e, quem sabe, prejudicar o município, uma vez que, quer queira quer não terá que se opor ao gestor pela reprovação popular a sua decisão tomada; eleito pela oposição.  Enquanto isso, o povo de Uauá, filho de Vaga-lumes, em sua infinita bondade, esperança, aguardam ansiosamente pelo surgimento de tempos menos ruins em Uauá, em um novo tempo que se inicia.

A chave da transformação, de uma nova era, verdadeira mudança, da libertação, está nas mãos de cada cidadão.

Façam valer seus direitos e nenhum outro fará não! Quebram, quebrem as correntes do medo!

Libertem-se dessa prisão e abram as janelas para o novo amanhecer!
Adailton Santana / Comunitário, blogueiro e radialista.

Desenhador por

Adailton Santana.

Agencia UAUNET: Temas UAU

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